13 novembro 2016

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Fanfic: Amor de Colegial - Capitulo 02

Fanfic: Amor de Colegial - Capitulo 2

 CAPITULO DOIS


Pov| Bella


Fiquei alguns segundos depois que o sinal tocou sentada no patio, não queria voltar pra sala de aula, quando passei pela porta senti todos os olhares em mim, mas fingi não me importa.
Caminhei lentamente até meu lugar, quando eu cheguei perto o Edward se sentou na cadeira da ponta deixando assim o canto livre para mim, mesmo sabendo exatamente o por que dele ter aceitado trocar de lugar comigo, me sentei no canto e deitei a cabeça no tampo da mesa, aumentei o volume da musica que tocava nos meus fones de ouvido, queria deixar claro que eu não estava afim de conversa.
Senti ele tirando um dos fones do meu ouvido e perguntou.

“Por que seu pai não me avisou que você iria começar a estudar aqui?”

“Pergunte isso a ele?”
Voltei a colocar os fones no meu ouvido, eu sabia que meu pai contava tudo para o Edward, já que meu pai considerava ele o filho homem que ele nunca teve, então eu não sabia o que tinha feito meu pai não contar a ele, mas se tratando do Edward meu pai até pode ter contado, mas o cabeça de fosforo era tão distraído que deve ter esquecido.

Ele não tentou puxar assunto comigo e eu fingi que ele não estava ali, era melhor assim, afinal eu não pretendia ficar muito tempo estudando naquela escola, então não precisava e nem queria criar laços de amizades com ninguém, nem mesmo com meus primos.
A Aula passou voando, já que a maior parte do tempo eu passei dormindo.
Quando o sinal tocou, anunciando o horário da saída, peguei minhas coisas e sai daquele lugar o mais rápido do que eu pude, não esperei a Alice para me dar carona, aproveitei um táxi que estava parado em frente a escola e fui para casa com ele, a distancia da minha casa a escola não era tão longa, então em alguns minutos o táxi já estava estacionando em frente a minha casa, tirei a quantia indicada pelo taxímetro da carteira e paguei o motorista, agradeci e sai do carro.

Um dos seguranças da grande mansão dos meus pais abriu o portão assim que me viu descer do táxi, perguntou se eu queria ajuda com minha mochila, recusei, diferente da minha mãe eu tinha capacidade de carregar minha própria bolsa.
Em vez de entrar pela porta da frente, virei a esquerda e caminhando sobre o belíssimo jardim, me encaminhei a área onde ficava a piscina.
Aquela piscina era gigante e perfeita, coloquei minha mochila em uma das espreguiçadeiras e tirei meu uniforme ficando apenas de lingerie, sem me importa se eu pudesse ser flagrada por alguém, se acontecesse não seria a primeira vez. Em seguida pulei na piscina, era isso que eu precisava para me livra do cheiro de escola que eu sentia estar impregnada na minha pele. Dei algumas braçadas e resolvi sair,
sem me importa em me vestir novamente, caminhei lentamente para dentro da minha casa, como eu não tinha achado nenhuma toalha, estava molhada e molhando o chão por onde eu passava. Subi as escadas devagar, evitando fazer barulho, não queria que se minha mãe tivesse em casa percebesse que eu já tinha chegado.
Entrei no meu quarto e tranquei a porta, me encaminhei até minha cama e me joguei, tudo o que eu precisava era de umas boas horas de sono.


[...]
De longe eu ouvia batidas na porta, mas tentei fingir ao máximo que não estava escutando, mas chegou em um ponto que aquilo me irritou, peguei um roupão qualquer no banheiro, coloquei sobre meu corpo e fui ver que era que estava batendo na porta, assim que eu abri a mesma reparei que era minha mãe que estava ali, mas quem batia na porta era Janine, a secretaria dela, respirei fundo para não bater a porta na cara dela.

“O que você quer?”
Ela sorriu e entrou no quarto, ela também vestia somente um roupão, e pelo jeito que estava com as mãos deveria ter terminado de fazer as unhas a pouco tempo.

“Por que você não me avisou quando chegou?”
Revirei os olhos, eu queria responde-lá na maneira que eu achava que ela merecia resposta, mas mesmo com todos os defeitos dela, ela ainda era minha mãe e eu sabia que tinha que respeita-lá, então respirei fundo mais uma vez e disse.

“Tive que acorda cedo, quando cheguei em casa, só queria tomar um banho e dormi.”

“Eu sei que você está chateada comigo e com seu pai, mas querida isso e pro seu bem, eu te garanto.”
Esse era um dos fatores que me fazia acreditar que mesmo com tudo ela me amava como uma mãe, ela me conhecia tão bem, as vezes via coisas em mim que nem eu mesma conseguia enxerga.

“Sua opinião, mas sei que não adianta discutir, afinal quando valeu a pena discutir com você e o Papai, no final das contas as coisas saem exatamente como vocês querem, vocês não se importam de como eu me sinto, e tomam as as decisões que vocês acham que serão boas para mim, mas no final não são.”


Voltei a me deitar na cama, eu não queria conversa com ela, por que eu sabia que no final eu e que passaria a noite chorando.

“Sinto muito que você pense assim, só fim aqui saber se você estava bem e avisa-lá que estou saindo tenho um show hoje a noite, mas daqui a pouco seu pai está ai.”


Ela não esperou que eu rebatesse e saiu do meu quarto, me levantei e bati a porta com força queria que ela ouvisse e entendesse que eu estava com muita raiva dela.
As lagrimas molhavam meu rosto sem que eu permitisse, eu queria deixar de sofre, queria deixar de me importa com o fato dela dar mais atenção e tempo a carreira dela do que a mim, mas eu não consegui, eu sentia muita falta da minha mãe, mas eu não conseguia mudar meu jeito de agir com ela e acabava ficando sempre na defensiva, e no final nossas conversas se tornavam discussões e eu acabava chorando e ficando sozinha como sempre.
[...]


Eu não sabia dizer quando tempo eu tinha dormido, mas acordei com alguém acariciando meus cabelos, eu reconhecia pelo perfume, era meu pai, por isso preferi fingir que estava dormindo, por que eu sabia que se eu acordasse naquele momento eu o deixaria em uma situação constrangedora, afinal meu pai não conseguia me dar carinho, pelo menos essa era a minha impressão desde sempre, eu não tinha uma
lembrança de um momento de pai e filha que eu tenha tido com meu pai, o momento mais assim que eu tinha era um vídeo antigo que eu tinha encontrado nas coisas da minha “mãe”, na época do vídeo eu tinha apenas uns quatro anos, era dia dos pais e meu pai estava na minha escola do pré, eu cantava uma musiquinha junto da minha classe e depois eu entregava um presente ao meu pai, era um relógio, ele me pegava no colo e dizia me amar, eu não sei quando as coisas desandaram a ponto de estarem como estavam hoje.

“Não adianta fingir que está dormindo, eu sei que você está acordada.”
Abri os olhos e olhei para ele.

“Se sabe que eu estou acordada o que esta fazendo aqui ainda?”

“Eu quero falar com você, sobre as coisas que você disse a Esme mais cedo.”

“Eu não disse nada de mais.”

“Quero que você se desculpe com ela, e não quero que você volte a falar assim com a sua mãe.”

“Pode ficar tranquilo, por que eu nunca mais irei falar mesmo com a minha “Mãe” afinal ela já morreu faz muito tempo.”

“Não fale bobeira, sua mãe e a Esme qualquer outra que você ache que tem e pura imaginação da sua cabeça.”

“E a mulher do vídeo?”
Eu não precisava especificar de qual vídeo eu estava me referindo, por que eu tinha certeza absoluta de que ele sabia de qual eu me referia.

“Aquilo foi um erro, que o destino mesmo fez questão de reparar, agora esqueça esse assunto e amanhã se desculpe pelo jeito que você falou com a sua Mãe.”

“Por que eu tenho que me desculpar com ela, por que você não se desculpa comigo, ou ela?”

“Já disse, chega desse assunto.”
Eu sabia como tira-ló do serio.

“Você pode por favor sair do meu quarto e me deixar dormi, por que afinal amanhã eu tenho que ir para a porcaria de escola que vocês inventaram.” disse e fechei os olhos, eu iria ser forte e não voltaria a chorar, não por causa dele.

“Boa noite e não se esqueça de se desculpar com a sua mãe amanhã.”
Ignorei ele, ouvi ele se afastando, torci para que o sono voltasse logo e não me deixasse pensar sobre nada do que tinha sido discutido ali, por que caso contrario, eu pensaria muito nisso e acabaria não conseguindo dormi.
[....]
Pov| Carlisle

“Doutor Cullen, sua ex-mulher está na linha.” disse minha secretaria.
Mirela já trabalhava pra mim a mais de seis anos, na casa dos 30 anos era uma secretaria fiel e que eu podia contar sempre, mesmo que como uma amiga para desabafar os meus problemas.

“Passe para a minha linha, e você já pode ir embora.”
O horário de serviço já tinha acabado e eu sabia que para a Esme está me ligando a Isabella devia ter aprontado algo, afinal não tínhamos mais nenhum assunto em comum a não se a nossa filha.

“O que aconteceu Esme?”

“Nada demais eu só queria que quando você chegasse em casa você olhasse a nossa filha, quando eu sai ela estava no quarto dormindo, independente da hora que você chegue, acho que ela não ira sair do quarto.”

“Por que você quer que eu olhe ela?”
Claro que tinha um motivo, se não ela jamais estaria me ligando, quanto mais para pedir um favor, mesmo que tivesse a ver com a nossa filha, ela era tão orgulhosa quanto eu.

“Nos tivemos uma pequena discussão e quando eu sai ela estava chorando.”

“O que ela fez?”

“Nada, apenas estava se queixando da escola, ela falou também que nos não nos importávamos com os sentimentos dela e só fazíamos o que queríamos, mas sei que isso não e verdade e ela só falou isso por estar chateada, mas isso não importa eu só quero que você veja se ela esta bem.”

“Farei isso e irei conversa com ela sobre ela está discutindo com você sobre isso.”

“Ok.”
Ela desligou a ligação, pelo som de fundo do telefone eu podia apostar que ela estava nos bastidores do show dela, eu já conhecia aquele tipo de barulho.
Desliguei meu computador e guardei minhas coisas e sai da minha sala, quando passei pela recepção reparei que a Mirela tinha cumprido minhas ordens e já não estava mais ali, utilizei o meu elevador privado para ir para a garagem, eu precisava ir pra casa e me fazer presente na vida da minha filha como a psicologa tinha sugerido.

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